O caminho mais curto para a delonga.
E o mais estreito para o sucesso.
Sem efeitos: o que eu tenho pra te oferecer muda sob o teu olhar
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Mary
Como foi capaz? Por que fez de mim um louco descabelado a sua procura embaixo das colchas e nas gavetas empoeiradas. Esteve comigo, Ginsberg, Rimbaud, Freud, todos juntos. E agora tudo o que me resta é a saudade do seu beijo, rapidinho, apertado.
Susto
E você se arvora em frases longas e pontuadas, acentudas.
Eu retruco com neologismos enrolados em seda.
A vingança sumiu, esvaziando assim seu prato.
O que eu como frio agora é a cordialidade.
Os seus dedos e não me toques.
Que me fazem crer que vamos chegar a algum lugar.
Quando tudo que eu queria era nem precisar ir.
Mas se precisa ser assim, tudo bem.
Jamais será assim.
Pontuado, à sua maneira.
Eu retruco com neologismos enrolados em seda.
A vingança sumiu, esvaziando assim seu prato.
O que eu como frio agora é a cordialidade.
Os seus dedos e não me toques.
Que me fazem crer que vamos chegar a algum lugar.
Quando tudo que eu queria era nem precisar ir.
Mas se precisa ser assim, tudo bem.
Jamais será assim.
Pontuado, à sua maneira.
Humano
As minhas fases são tão ridículas e desprezíveis quanto as minhas paixões e tão imprescindíveis quanto meus objetivos, tão fúteis quanto minhas fases.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Brechtiano
Eu vou até aí se você quiser. Poderá então tocar na carne, sentir o pêlo e o suor. Mas pagará por isso. Não vá pensando que o intrínseco pode ser só seu por um preço mais ínfimo que a paixão.
Ode
Àqueles que tem no amor seu maior regalo
E em si seu menor capricho
Pedem ao povo que se atentem as suas veleidades
Não se fazem ignorantes por amar o amor
Mas por esquecerem que este pode abrir
E não fechar seus olhos à claridade
Pode ser mais visceral que explicável
O regalo nem sempre reluz, mas pode até ser ouro.
E em si seu menor capricho
Pedem ao povo que se atentem as suas veleidades
Não se fazem ignorantes por amar o amor
Mas por esquecerem que este pode abrir
E não fechar seus olhos à claridade
Pode ser mais visceral que explicável
O regalo nem sempre reluz, mas pode até ser ouro.
Cerne
O desejo é uma víbora cruel, capaz de corroer as entranhas de um homem com seu veneno ardil e eficaz. Forte como a necessidade de tangir a algum lugar, extrai dos seres suas fraquezas e os faz derrotá-las com suas próprias mentes.
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