Sem efeitos: o que eu tenho pra te oferecer muda sob o teu olhar
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Carangueijo
Viverei então, em vão ou não
Pois em dado momento chegará
Para apagar meus pobres sonhos
E destruir meus ex-amores
Não esperar é o que me resta
Eu vou me deixar levar
Para caso você chegue
Eu nem precisar lutar
Pois em dado momento chegará
Para apagar meus pobres sonhos
E destruir meus ex-amores
Não esperar é o que me resta
Eu vou me deixar levar
Para caso você chegue
Eu nem precisar lutar
Independente
Do que aconteça, amanhã acordaremos poucos ricos e muitos pobres. Alguns esclarecidos obscuros e milhões de obscuros esclarecidos.
E aí virá um estrangeiro a expor nossas mazelas e ridicularizar o que está sob o nosso nariz. Ainda assim xingaremos, diremos que isso é uma vergonha: "Blah, aqui não tem pó, não tem corrupção. Olha o nosso futebol, o nosso carnaval...". Como se mitigássemos aquilo que a nós mesmos é difícil de engolir.
E quando pedirmos para mostrar a cara, esqueceremos de fazer o mesmo com nossas próprias, elegeremos aqueles que xingaremos antes de empossados. Repetiremos aos olhos dos filhos deste solo as atitudes que recriminamos aos olhos da mãe gentil.
A passos largos somos independentes: "Faz o que tu queres...", porém sob a visão dos milhões que mal conseguem enxergar muito longe, somos pura dependência. Da cabeça aos pés.
Sem mais delongas, que sejas feliz, e um pouco menos cega, ó Pátria Amada.
E aí virá um estrangeiro a expor nossas mazelas e ridicularizar o que está sob o nosso nariz. Ainda assim xingaremos, diremos que isso é uma vergonha: "Blah, aqui não tem pó, não tem corrupção. Olha o nosso futebol, o nosso carnaval...". Como se mitigássemos aquilo que a nós mesmos é difícil de engolir.
E quando pedirmos para mostrar a cara, esqueceremos de fazer o mesmo com nossas próprias, elegeremos aqueles que xingaremos antes de empossados. Repetiremos aos olhos dos filhos deste solo as atitudes que recriminamos aos olhos da mãe gentil.
A passos largos somos independentes: "Faz o que tu queres...", porém sob a visão dos milhões que mal conseguem enxergar muito longe, somos pura dependência. Da cabeça aos pés.
Sem mais delongas, que sejas feliz, e um pouco menos cega, ó Pátria Amada.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Mary
Como foi capaz? Por que fez de mim um louco descabelado a sua procura embaixo das colchas e nas gavetas empoeiradas. Esteve comigo, Ginsberg, Rimbaud, Freud, todos juntos. E agora tudo o que me resta é a saudade do seu beijo, rapidinho, apertado.
Susto
E você se arvora em frases longas e pontuadas, acentudas.
Eu retruco com neologismos enrolados em seda.
A vingança sumiu, esvaziando assim seu prato.
O que eu como frio agora é a cordialidade.
Os seus dedos e não me toques.
Que me fazem crer que vamos chegar a algum lugar.
Quando tudo que eu queria era nem precisar ir.
Mas se precisa ser assim, tudo bem.
Jamais será assim.
Pontuado, à sua maneira.
Eu retruco com neologismos enrolados em seda.
A vingança sumiu, esvaziando assim seu prato.
O que eu como frio agora é a cordialidade.
Os seus dedos e não me toques.
Que me fazem crer que vamos chegar a algum lugar.
Quando tudo que eu queria era nem precisar ir.
Mas se precisa ser assim, tudo bem.
Jamais será assim.
Pontuado, à sua maneira.
Humano
As minhas fases são tão ridículas e desprezíveis quanto as minhas paixões e tão imprescindíveis quanto meus objetivos, tão fúteis quanto minhas fases.
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