Sem efeitos: o que eu tenho pra te oferecer muda sob o teu olhar

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cronológico

E naturalmente acontece. O homem nasce. Cresce. Esquece. Padece. Perece. Desaparece. E o mundo ignora. Gira. E não importa qual vertente vai explicar. Enquanto existir, sempre girará. E o prepotente, fraco, extinguirá. E os sábios. Dizem saber. Sabem dizer. "Salvem o mundo!". E ele ri sozinho. "Salvem-se, homens!". Esse, mestre, sente. E sobrevive ao homem. Mas quando um pouco mais rápido girar. Pirar. Nenhum homem restará.

sábado, 29 de novembro de 2008

Pra não dizer que eu não falei


Na música eu me encontrei. Nela não há hierarquias, soberanos, da esquerda ou da direita. Ela nos faz todos iguais, como crianças brincando inocentes sob um céu azul e com muita esperança. Esperança que só a música me dá. Me faz querer arrancar sorrisos, fazer com que a terra suma e todos flutuemos, para que pensemos diferente, deixando em extinção toda essa gente mesquinha e medíocre. Música que arrepia em notas tortas, em melodias perfeitas, em leves acordes que parecem ser tocados por anjos, ou em canções fortes que me inquietam. Enfim, música. O combustível da minha alma. A alma do meu ser.

Biográfico

Eu sou aquele cara com um violão sem cordas,



sentado no meio do terreno baldio,




esperando a multidão chegar




para o seu grande show.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tratos abstratos

A lua sorridente, entrou em prantos
Escondeu-se, inocente, em quentes mantos
Segundos fizeram do desejo, obsessão
Um sequer mantinha o pensamento são

Enquanto o vento petrificava sentimentos
De longe achou-se novos armamentos
O sol há de nascer nesse lugar
Fará crescer o muito pouco que restar

Desisti de tentar mostrar o que eu sabia
De testemunhas, um certo clã de andorinhas
A quem, como a lua, relatei minhas mazelas
Fazer ao abstrato aquilo que fazia às mais belas

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pseudo

e o que faria?
se ao olhar pela janela
não houvesse horizonte
se seus gritos entoados
desaparecessem no nada
se o chão sumisse
e ao tentar voar
lembrasse ser um homem
de carne e prepotência
ao lembrar de suas fases
não conseguisse entender
nem a si mesmo
ao procurar bons amigos
descobrisse que não há nenhum
e se arrependido lembrasse
dos esquecidos e empoeirados
se passasse a se odiar
e perdesse seus princípios
mas acordasse de tudo isso
contemplasse suas idéias
e mudasse assim o mundo


sábado, 1 de março de 2008

Queres

Me desculpes se eu não chorar
Talvez não conseguiste me comover
Ou eu prefiro viver sem pensar
Jamais vou tentar te convencer
Nem ao menos dizer que sem ti não vou viver

Se contigo eu não sorrir
Se nem para ti eu olhar
Não me tentes fazer sentir
Minha cabeça voa antes de eu falar
E quando eu quiser, nunca mais me ouvirás

Se até então eu jurar te amar
Não te falar, não te olhar, para ti não correr
Saibas que tudo o que eu falar, tu guardarás
Se puderes assim mesmo viver
Juras que querer é ser, e poder é ter

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Paradoxos

Nunca mais digo que te amo,
Nem me confesso com saudade
Vejo em você meu ponto fraco
E lhe digo em cacos, escondendo a vontade
Que vou morrer de saudade
E o meu 'eu te amo' é de verdade