Sem efeitos: o que eu tenho pra te oferecer muda sob o teu olhar

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mês Quinho

A quem traz o ego em si, como capa de sua vida
Fica mais difícil esconder seus pontos fracos
Ou se é um timorata com verdades construídas
Ou se vive em exposição das próprias incertezas

Rebuscando a fala medonha, fingindo o que não é
Sofrendo por um amor que não soube construir
Esmiuçando seus bolsos atrás de algo que não tem
Comprando em dólares sonhos que não virão

A vida se encaixa em uma ligação sublinhada
Esses somos nós, safando-se dia-a-dia
Saber o que fazer é perigoso
Sem saber fica mais fácil

sábado, 22 de janeiro de 2011

Cordial

A paixão fica sem sentido quando é mais interessante falada do que sentida.

sábado, 15 de janeiro de 2011

[des]construção

A mão da paz é a mesma mão da violência.
Quem chora a miséria também frequenta palácios americanos.
O país tropical vive tragédias hollywoodianas.
A verdade hoje existe e a mentira não se pode refutar.
A crítica é uma arte se não for me atingir.
Quem reclama do capitalismo está embaratinado pela droga do subsistema.
Ser feliz é a tônica, mas o importante é ter do que reclamar.
Amar e odiar a mesma pessoa é fácil.
Viver e não viver ao mesmo tempo também.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Noviço

Que seus sonhos se realizem na mesma proporção
Em que as suas realidades se tornem sonhos

Rei bobo

Nos desafetos jogados como poeira para debaixo do tapete,
Em meio à tanta ignorância e fingimento, ao acaso.

Cansado como um velho que não pode sustentar seus filhos,
Me venda! E banque todos os seus vícios com o lucro.

Como valho tão pouco, talvez só dê para uma cervejinha gelada,
Mas corra e conte ao seus amigos, para eles se invejarem.

Quem sabe, valente e despido, consiga me dizer a verdade,
Afinal, masculinidade e honra são sinônimos, não é?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Biográfico 2000

Eu escrevo para achar que eu não sou eu mesmo.

Pequena

Dormi do seu lado no que eu guardo como a melhor de todas as noites.
Acordei sozinho, sem aquele calor, sem os olhinhos amassados.
Sem observar aquele sono leve de quem parece sorrir sonhando.
Em busca de explosões de alegria, me perdi por completo.
Corri para o chuveiro em busca de um despertar com um banho frio.
Mas ainda assim ficava difícil, parecia que a melodia não existia, que era fruto da imaginação.
Eu dizia a você mesmo que sentia a sua falta.
E preferia acreditar que aquilo tudo não tinha sido sonho.
Deitei de novo e esperei acordar em uma tarde de domingo.
Com algumas histórias para contar.