Sem efeitos: o que eu tenho pra te oferecer muda sob o teu olhar

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Coluna avertebral

Antes ser um artista timorata
Que um crítico corajoso.


Besteira, serei qualquer coisa. Desde que você não me entenda.

Amor

O que fizeram com você, amigo? Era garboso e cheio.
Famoso por ser cego, vir na hora certa, tirar o fôlego.
Hei de assumir, um verdadeiro gênio. Virtuoso.

Hoje, vejo fraco, na boca dos medíocres, na sarjeta intelectual.
Qualquer um pode ser "seu", qualquer um sabe quem é, já experimentou.
E que diabos é esse coração? Se eu te conheço bem, deve estar enfurecido com essa logomarca.
Sem falar em letras de bandas de garagem, postais eletrônicos, alianças, flores, carros, hotéis luxuosos.
Céus, você não era invisível?

Ora bolas, ou mude seus conceitos ou o nome de uma vez. Porque há muito que está assumidamente falido.

Clube da Luta

Eu não sei quem sou eu mesmo.
Durmo no corpo de outra pessoa e acordo no seu.
Tentáculos ensopados em seus seios hostis.
Descambo para o inseguro, passo horas acordado.
E quando me pergunta se é isso mesmo que quero eu finjo que não entendi.
Dou-lhe um pontapé que só acerta a mim mesmo.
E tento correr para a direção contrária.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sou brasileiro

Fazer o quê.
Que me desculpem, mas a poesia definitivamente perdeu a graça, assim como aconteceu com a palhaçada, a alegria e a honestidade. O fato de ser brasileiro, além de carnavais e um belíssimo e supracitado futebol pentacampeão do mundo, sem contar as formosas mulatas "modelos e atrizes", me trouxe também empacotados muitos fardos.
Desde o português, que poucos dominam e expõe a falta de comunicação dentro do país, à pobreza e falta de informação latentes, ao "jeitinho brasileiro", até chegar na pior de todas as mazelas: a política brasileira.
Ser brasileiro hoje passou a ser complacente às vergonhas e a tudo aquilo que nas conversas populares é veementemente reprimido, desconheço se por falta de conhecimento ou simplesmente de memória. Em outras palavras, ser brasileiro é ter o governador da capital preso por corrupção e achar normal a discussão da legalidade de sua prisão e ainda pior: apoiá-lo por ter ajudado os pobres e a manutenção dos serviços públicos - normalmente garantidos pelos exorbitantes impostos pagos - mesmo que desviando dinheiro público. Infelizmente, não precisamos de um Robin Hood nas rédias da sociedade.
É também desconhecer as vergonhosas práticas de coronelismo e voto de cabresto, e até achar natural uma família ser "dona" de um estado, um presidente vigente fazer campanha política para sua candidata, ou ainda um candidato impugnado colocar sua esposa em seu lugar, absolutamente despreparada, a troco de um governo patético em busca de enriquecimento, relembrando as máfias familiares.
É ter a participação popular na criação de uma lei contra a corrupção e nas vésperas das eleições ver a suprema corte de ministros e engravatados votarem sua constitucionalidade.
Consituição? O que é isso companheiro? Brasileiro não lê nem jornal. Mas vê humoristas serem proibidos de fazer piada com seus excelentíssimos políticos em uma forma apropriadíssima de censura, mais de 25 anos após o fim da ditadura militar. Aí sim é uma exemplar aplicação da constituição, creio eu.
Ser brasileiro é se voltar contra si mesmo. É ver um presidente que sofreu impeachment voltar de fininho para a política, e ter eleitores! É punir jogadores de futebol por suas condutas mas não saber o que é uma CPI.
Ser brasileiro... Ah, como é ser feliz! Afinal, saúde, educação, segurança pública... Balela! Eu verei a Copa do Mundo e as Olimpíadas. E se o Flamengo e a Beija-Flor não me fizerem esquecer, eu peço uma pizza e a gente resolve isso da melhor forma.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Penetrante

Quando o que eu conceituar como fim for para você o início, nós não estaremos separados, mas sim unidos como nunca antes. Cada um pela sua extremidade.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Away

Interessante como a ilusão é único caminho aparente quando eu tento tomar uma decisão lúcida.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Filósofo

Sente-se longe de mim.
Não aguento mais confusão.
Você nem sabe do que fala.
Filósofo...