Não que seja mais dolorosa
Muito pelo contrário
Creio que seja sutil e mais leve
Creio que seja silenciosa
Mas hoje sinto que poderia ser melhor
Que te orgulharia com meus passos tortos
Que ouviria meu nome em aumentativo
Em uma voz nordestina e carioca
Não sinto a sua presença
Todo mundo sabe, não sou disso
Mas sinto de quando em vez
Que estou fazendo o certo por sua causa
Quem é exemplo em vida
Não pode deixar de sê-lo em morte
Te falar hoje eu não consigo
Mas em versos imortalizo
A vida vai seguindo em notas breves
E a saudade se delonga diminuta
Há a angústia de uma falta calada
Mas há a alegria de um molde a ser seguido.
Saudades, vô.
Sem efeitos: o que eu tenho pra te oferecer muda sob o teu olhar
terça-feira, 31 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Biográfico n
Sou desse tipo incomum, que não se encontra tanto mais.
Não sou negro, nem índio, sequer pardo ou amarelo. Sou branco, da negra e velha-continentista mistura brasileira.
Não sou forte, nem gordo, meu corpo aguenta meu peso, e eu não o de duas carretas.
Não sou gay. Não sou aletrnativo. Não uso roupas coloridas. Aprendi desde cedo que menino gosta de menina. Não vou ganhar a vida levantando bandeiras da moda.
Não escrevo diário, não odeio meus pais, não acho que o importante é fazer número.
Não tomo albumina, creatina, maltodextrina. Não malho, não tiro a camisa para me exibir. Eu tiro as coisas do cérebro para isso.
Não espero uma reação, não vivo de processos, não vivo de conversa. Mas ainda vivo.
Detesto política, reallity-shows, concursos públicos e afins. Minha sina não é achar uma forma de fazer sucesso.
Não dou apelidos, não aperto peitinhos. Não gargalho alto. Enfim, não sei fazer humor atualmente.
Não vais me ver na nota curta do jornal, em processos, ganhando a vida do momento.
Não sou negro, nem índio, sequer pardo ou amarelo. Sou branco, da negra e velha-continentista mistura brasileira.
Não sou forte, nem gordo, meu corpo aguenta meu peso, e eu não o de duas carretas.
Não sou gay. Não sou aletrnativo. Não uso roupas coloridas. Aprendi desde cedo que menino gosta de menina. Não vou ganhar a vida levantando bandeiras da moda.
Não escrevo diário, não odeio meus pais, não acho que o importante é fazer número.
Não tomo albumina, creatina, maltodextrina. Não malho, não tiro a camisa para me exibir. Eu tiro as coisas do cérebro para isso.
Não espero uma reação, não vivo de processos, não vivo de conversa. Mas ainda vivo.
Detesto política, reallity-shows, concursos públicos e afins. Minha sina não é achar uma forma de fazer sucesso.
Não dou apelidos, não aperto peitinhos. Não gargalho alto. Enfim, não sei fazer humor atualmente.
Não vais me ver na nota curta do jornal, em processos, ganhando a vida do momento.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Mês Quinho
A quem traz o ego em si, como capa de sua vida
Fica mais difícil esconder seus pontos fracos
Ou se é um timorata com verdades construídas
Ou se vive em exposição das próprias incertezas
Rebuscando a fala medonha, fingindo o que não é
Sofrendo por um amor que não soube construir
Esmiuçando seus bolsos atrás de algo que não tem
Comprando em dólares sonhos que não virão
A vida se encaixa em uma ligação sublinhada
Esses somos nós, safando-se dia-a-dia
Saber o que fazer é perigoso
Sem saber fica mais fácil
Fica mais difícil esconder seus pontos fracos
Ou se é um timorata com verdades construídas
Ou se vive em exposição das próprias incertezas
Rebuscando a fala medonha, fingindo o que não é
Sofrendo por um amor que não soube construir
Esmiuçando seus bolsos atrás de algo que não tem
Comprando em dólares sonhos que não virão
A vida se encaixa em uma ligação sublinhada
Esses somos nós, safando-se dia-a-dia
Saber o que fazer é perigoso
Sem saber fica mais fácil
sábado, 22 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
[des]construção
A mão da paz é a mesma mão da violência.
Quem chora a miséria também frequenta palácios americanos.
O país tropical vive tragédias hollywoodianas.
A verdade hoje existe e a mentira não se pode refutar.
A crítica é uma arte se não for me atingir.
Quem reclama do capitalismo está embaratinado pela droga do subsistema.
Ser feliz é a tônica, mas o importante é ter do que reclamar.
Amar e odiar a mesma pessoa é fácil.
Viver e não viver ao mesmo tempo também.
Quem chora a miséria também frequenta palácios americanos.
O país tropical vive tragédias hollywoodianas.
A verdade hoje existe e a mentira não se pode refutar.
A crítica é uma arte se não for me atingir.
Quem reclama do capitalismo está embaratinado pela droga do subsistema.
Ser feliz é a tônica, mas o importante é ter do que reclamar.
Amar e odiar a mesma pessoa é fácil.
Viver e não viver ao mesmo tempo também.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Rei bobo
Nos desafetos jogados como poeira para debaixo do tapete,
Em meio à tanta ignorância e fingimento, ao acaso.
Cansado como um velho que não pode sustentar seus filhos,
Me venda! E banque todos os seus vícios com o lucro.
Como valho tão pouco, talvez só dê para uma cervejinha gelada,
Mas corra e conte ao seus amigos, para eles se invejarem.
Quem sabe, valente e despido, consiga me dizer a verdade,
Afinal, masculinidade e honra são sinônimos, não é?
Em meio à tanta ignorância e fingimento, ao acaso.
Cansado como um velho que não pode sustentar seus filhos,
Me venda! E banque todos os seus vícios com o lucro.
Como valho tão pouco, talvez só dê para uma cervejinha gelada,
Mas corra e conte ao seus amigos, para eles se invejarem.
Quem sabe, valente e despido, consiga me dizer a verdade,
Afinal, masculinidade e honra são sinônimos, não é?
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