Tristeza é sair de casa fora do horário
Gritar o que pensa, com a certeza de que duas ideias vão se espalhar
E ouvir somente o eco frio da própria voz
Alegria é sentir ao fundo uma voz suave dizer que concorda com você
Que vai gritar junto, por cima do eco
Que suas ideias vão se tornar uma só
Tristeza é ouvir os poréns
Ouvi-la pedir pra voltar mais tarde.
É sentir aquela voz ficar cada vez mais distante
Até voltar a ouvir somente o próprio eco
Sem efeitos: o que eu tenho pra te oferecer muda sob o teu olhar
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Testemunho
Gaguejando lhe digo
Eu acredito na paixão - e no amor também
Mais precisamente no meu
Por você!
Eu acredito na paixão - e no amor também
Mais precisamente no meu
Por você!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Máscara
Errado é o amor, não eu. Culpa dos mitos que criaram em volta dele, das associações. Ninguém sabe quem ele é - ou então defina, por favor, o que é o tal amor - dizem sentir, dizem que ele surge, que não dá pra segurar. Eu acho-o incrível, afinal, uma hora dessas ele deve estar sentado, rindo dos patetas pseudo-amorosos.
Eu acredito nisso tudo: no carinho, na vontade de querer bem e de estar bem, na união, e essas coisas que as pessoas colocaram num pacotão e chamaram do supracitado sentimento. O meu problema é terem vindo no pacote textos em sites de relacionamento, buquês de flores, joias. Belo amor! Quem inventou isso é um baita empreendedor, um gênio.
Nem preciso falar que banalizaram, mas daí a rotularem e dizerem que é a salvação: balela! Não leve a mal e segure o "Que frio!" para si mesmo. Tome cuidado com esse amor, com o jeito que ele pode ser colocado no seu colo. E ai de quem menosprezá-lo!
Eu acredito nisso tudo: no carinho, na vontade de querer bem e de estar bem, na união, e essas coisas que as pessoas colocaram num pacotão e chamaram do supracitado sentimento. O meu problema é terem vindo no pacote textos em sites de relacionamento, buquês de flores, joias. Belo amor! Quem inventou isso é um baita empreendedor, um gênio.
Nem preciso falar que banalizaram, mas daí a rotularem e dizerem que é a salvação: balela! Não leve a mal e segure o "Que frio!" para si mesmo. Tome cuidado com esse amor, com o jeito que ele pode ser colocado no seu colo. E ai de quem menosprezá-lo!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Pós-conceito
Não sei ao certo
Todas as coisas que gosto
Mas sei de todas
Que não gosto
E sua melancolia é uma delas.
Todas as coisas que gosto
Mas sei de todas
Que não gosto
E sua melancolia é uma delas.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Manual
O problema é o amanhecer
O problema é a chuva
Problema na vida, problema na morte
Dificuldade com as palavras
O problema é uma árvore
O problema é uma sombra
Os problemas são cabelos
A invenção de uma lágrima
O problema é o coração
Problema no lápis, problema nos olhos
O problema é a máscara
Propriedade dos incrédulos
A solução não é o amor
A solução não é a beleza
A solução é a vontade
De crer na própria mente
O problema é a chuva
Problema na vida, problema na morte
Dificuldade com as palavras
O problema é uma árvore
O problema é uma sombra
Os problemas são cabelos
A invenção de uma lágrima
O problema é o coração
Problema no lápis, problema nos olhos
O problema é a máscara
Propriedade dos incrédulos
A solução não é o amor
A solução não é a beleza
A solução é a vontade
De crer na própria mente
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Não vai voltar. Vai?
Feliz?
Por que não!?
O mundo é forte,
É protegido. Proteja-se
Normal?
Não, claro, sim, ééé...
O que paga-se no bizarro
É mais barato que o normal
Frágil?
Olhe o céu e navegue
Olhe pra você e se perca
Agora explique a grandeza
Transcedental?
Respeite as metáforas
Direto, direito
Poesia não é enrolar
Virtuoso?
Encapar é ilusão
Iludir é habilidade
A humanidade é uma capa
Devaneios?
Ora, bolas, improvise
Viaje
Não responda
Meu, seu, quem?
Cada um sabe de si
Não venha me dizer
Sinta
Bobagem?
Chatice é a palavra
E os escravos do amor
Não perca a viagem!
Por que não!?
O mundo é forte,
É protegido. Proteja-se
Normal?
Não, claro, sim, ééé...
O que paga-se no bizarro
É mais barato que o normal
Frágil?
Olhe o céu e navegue
Olhe pra você e se perca
Agora explique a grandeza
Transcedental?
Respeite as metáforas
Direto, direito
Poesia não é enrolar
Virtuoso?
Encapar é ilusão
Iludir é habilidade
A humanidade é uma capa
Devaneios?
Ora, bolas, improvise
Viaje
Não responda
Meu, seu, quem?
Cada um sabe de si
Não venha me dizer
Sinta
Bobagem?
Chatice é a palavra
E os escravos do amor
Não perca a viagem!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Afasta de mim esse cálice
Era um menino que levava um brilho no olhar e uma esperança infantil a qual o acompanhou mesmo sob reprovações incessantes e ignorantes dos colegas. Levava em si a arte, a poesia. Temas? Pra que temas quando o motivo da sua arte é sua vida?
Crescendo e destacando-se pelo bom senso e categoria, chamava a atenção de todos. Fazia da vida um palco. Seriedade? Pra que seriedade? Ao final de tudo isso quem vai julgar sua seriedade, sua loucura?
Não levava sobre a língua nenhuma frase, dessas montadas, embiscoitadas, enlatadas, que todos os seres apoéticos amam e repetem, o clichê da existência humana. Levava tudo no improviso, chocava.
Encaretaram-no. Os pais viram logo o dom do menino e junto da sociedade o engravataram, colocaram-no sentado em um escritório que tampava todo o sol destacado no azul do céu. Dali não se sentia a brisa do mar. Respirava um ar viciado. Embaratinou-se. Agora é louco. Calaram a potência de mais uma mente diferente. Mata-se todo dia a poesia. O importante é ser comum.
Crescendo e destacando-se pelo bom senso e categoria, chamava a atenção de todos. Fazia da vida um palco. Seriedade? Pra que seriedade? Ao final de tudo isso quem vai julgar sua seriedade, sua loucura?
Não levava sobre a língua nenhuma frase, dessas montadas, embiscoitadas, enlatadas, que todos os seres apoéticos amam e repetem, o clichê da existência humana. Levava tudo no improviso, chocava.
Encaretaram-no. Os pais viram logo o dom do menino e junto da sociedade o engravataram, colocaram-no sentado em um escritório que tampava todo o sol destacado no azul do céu. Dali não se sentia a brisa do mar. Respirava um ar viciado. Embaratinou-se. Agora é louco. Calaram a potência de mais uma mente diferente. Mata-se todo dia a poesia. O importante é ser comum.
Loucos todos somos, certos só os que julgam primeiro.
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